Olha, sendo bem sincero; acho que nada no mundo é mais delicia e fantasia do que acordar de frente para o mar. A parte chata fica por conta de quando você esquece que a janela dá para a praia e fica pelado para trocar de roupa. Mas o resto ó, to tirando de letra. Nunca vi tanto homem lindo por metro quadrado em nenhum outro estado brasileiro. Muito difícil ficar olhando o pessoal de sunga na areia. Muito difícil. Acho que quero casar e transferir minha faculdade para cá. De manhã estudaria alguma coisa ligada a pequenas empresas, grandes ''negócios'' e de tarde facilmente poderia estar trabalhando de pescador em alguma aldeia. Sei lá. Acho que minha mais nova paixão é isso de sol e sal.
Ontem de noite, eu e uma amiga anônima (que não posso dizer que é a Mari, evitando causar problemas no namoro dela) estávamos com um fogo que só vendo, amigos. Mas essa amiga não era a Mari não, tá. Saímos de casa, com as veias do corpo saltando, loucos para encarar umas aventuras. Mal sabíamos nós que iríamos conseguir o que estávamos desejando. Chegamos onze e quarenta numa micareta que acabava meia noite e trinta. Resolvemos nem entrar.
- Prima (que não é a Mari), tive uma idéia. Vamos bem ficar aqui na porta da micareta, esperando os homens bêbados passarem.
- Pra que?
- Aí eles vão tá querendo comer alguém e esse alguém seremos nós.
- Ok.
Ba-ta-ta. Parou na nossa frente, entrando em seus carros importados, um grupo de garotos. Acho que deviam ter uns vinte ou vinte dois anos no máximo, todos mauricinhos. Olhei para um deles e logo esse mesmo que havia sido olhado por mim, abaixou a calça e começou a dar um mijão histórico, olhando para este que sou. Não conseguia me concentrar em olhar nos olhos dele porque, né. Tudo muito difícil. Mariana notou o que estava acontecendo e pediu para que eu parasse de olhar o Pokémon do garoto, com medo de que apanhássemos. Quer dizer, Mariana não. Uma amiga anônima.
- É melhor você me ouvir.
- Amiga, se algum desses fortões se aproximarem de braços abertos, corre que não é flerte. É skinhead.
- Fechado.
Até parece. O cara que estava dando a mijada, veio até nós e colocou o abadá todo molhadinho de suor masculino em cima de Mari.
- O que você PENSA que está fazendo? (ela, brava)
- Brincando. Você não gosta de brincar? (ele)
- Com você, que eu não conheço, não. (ela)
- A Mari é muito fofa.
- Bota fofa nisso.
Rimos.
Gente. Vocês tem noção do que estava acontecendo? Nós rimos juntos de uma piada sobre a Mari. Virou amizade. Começamos a conversar, enquanto eu secava o corpo dele e dizia ser muito gay. Em determinado ponto da conversa, ele afirmou que estava doido para dar uma metida.
- Quero muito meter hoje. Você não? (ele, para Mari)
- Eu não. (Mari, louca)
Segurei a descontrolada pelos braços e corrigi:
- Todo mundo quer muito dar uma metida hoje. (hehe, eu. hihi)
- Mas você é passivo ou ativo?
Gente, tenho para mim que essa metida dele vai ser nas minhas nadegas. Ai, meus santos. Não to com a depilação em dia.
- Muito passivo. Passivo demais. (eu)
Ontem de noite, eu e uma amiga anônima (que não posso dizer que é a Mari, evitando causar problemas no namoro dela) estávamos com um fogo que só vendo, amigos. Mas essa amiga não era a Mari não, tá. Saímos de casa, com as veias do corpo saltando, loucos para encarar umas aventuras. Mal sabíamos nós que iríamos conseguir o que estávamos desejando. Chegamos onze e quarenta numa micareta que acabava meia noite e trinta. Resolvemos nem entrar.
- Prima (que não é a Mari), tive uma idéia. Vamos bem ficar aqui na porta da micareta, esperando os homens bêbados passarem.
- Pra que?
- Aí eles vão tá querendo comer alguém e esse alguém seremos nós.
- Ok.
Ba-ta-ta. Parou na nossa frente, entrando em seus carros importados, um grupo de garotos. Acho que deviam ter uns vinte ou vinte dois anos no máximo, todos mauricinhos. Olhei para um deles e logo esse mesmo que havia sido olhado por mim, abaixou a calça e começou a dar um mijão histórico, olhando para este que sou. Não conseguia me concentrar em olhar nos olhos dele porque, né. Tudo muito difícil. Mariana notou o que estava acontecendo e pediu para que eu parasse de olhar o Pokémon do garoto, com medo de que apanhássemos. Quer dizer, Mariana não. Uma amiga anônima.
- É melhor você me ouvir.
- Amiga, se algum desses fortões se aproximarem de braços abertos, corre que não é flerte. É skinhead.
- Fechado.
Até parece. O cara que estava dando a mijada, veio até nós e colocou o abadá todo molhadinho de suor masculino em cima de Mari.
- O que você PENSA que está fazendo? (ela, brava)
- Brincando. Você não gosta de brincar? (ele)
- Com você, que eu não conheço, não. (ela)
- A Mari é muito fofa.
- Bota fofa nisso.
Rimos.
Gente. Vocês tem noção do que estava acontecendo? Nós rimos juntos de uma piada sobre a Mari. Virou amizade. Começamos a conversar, enquanto eu secava o corpo dele e dizia ser muito gay. Em determinado ponto da conversa, ele afirmou que estava doido para dar uma metida.
- Quero muito meter hoje. Você não? (ele, para Mari)
- Eu não. (Mari, louca)
Segurei a descontrolada pelos braços e corrigi:
- Todo mundo quer muito dar uma metida hoje. (hehe, eu. hihi)
- Mas você é passivo ou ativo?
Gente, tenho para mim que essa metida dele vai ser nas minhas nadegas. Ai, meus santos. Não to com a depilação em dia.
- Muito passivo. Passivo demais. (eu)
Enquanto falava comigo, me encarava nos olhos e alisava a barriga. Estava sem camisa, era incrívelmente sarado. Meu coração estava pronto para explodir e virar milhões de camisinhas a serem usadas.
- Bacana. (ele)
- Aff. (Mari... quer dizer, uma outra amiga aí que não é a Mari não)
Daí ele começou a brincar de me encoxar. Que cidade é essa, Jesus. Daqui não saio, daqui ninguém me tira. E não deu três segundos que eu estava no paraíso que o amigo dele entrou no carro e disse que se ele não entrasse também, ficaria sozinho. Adeus, Felicidade. Me liga um dia. Vamos marcar. Te falar que se eu tivesse querendo montar um circo, palhaço é o que não falta, viu. Porque é isso que aquele amigo dele é: palhaço.
Revoltamos com o fim dessa linda historia erótica, fomos beber mais. Paramos numa barraquinha de cachorro quente e nossa amizade relâmpago com o Arthur, da barraquinha, aconteceu assim:
- Nossa, amiga anônima, essa cidade só tem homem lindo.
- Aha.
-Quero muito morar aqui.
- Aha. (Mari, comendo cachorro quente)
- Posso interromper? (Arthur, se apresentando)
- Pode sim. (Mari)
- Os homens gatos que vocês tão vendo, são todos turistas. Na cidade mesmo, só tem oferenda de exu para Iemanjá.
15 minutos depois, já estávamos todos trocando telefone e firmando uma amizade linda de se ver. Acabando o turno de venda dele, até nos encontraria para beber. Dito e feito. Três e meia nos encontramos os três na pracinha da cidade, deserta. Clima de filme de terror, vento soprando forte, batíamos papo legal.
- Pode parecer que sou gay, mas não sou. Fui criado por muitas mulheres e sou amigo de muitas meninas. Mas não sou gay, eu sei de mim. (Arthur, se abrindo)
-Pode parecer mesmo, ainda bem que você ta explicando. (eu, querendo rir)
Resolvi não questionar e deixei estar. Decidimos partir em busca de mais bebida e começamos a perambular a cidade. Afinal, três da manhã numa praça deserta, sem uma musica sequer, ou você ta bebendo ou ta sem ter onde dormir. Talvez, se cigana eu fosse e pudesse ver o futuro, já teríamos feito isso antes. A noite começa aqui.
No caminho, encontramos dois jovens. Um deles era muito branquinho, olhos azuis piscina, cabelos espetados e bochechas rosadas. Tenho para mim que deve ser de uma linhagem rara de uma família sem misturas, vinda direto da Áustria. Era coisa de deixar qualquer neguinho louco. O outro, um moreno alto, músculos bem definidos e boquinha carnuda. Eles nos encararam e seguiram numa direção oposta.
- Gente, precisamos voltar. Precisamos voltar. (Obvio que eu, desesperado)
- Não. Não quero. (Mari)
- Olha, Mariana. Alguma coisa em mim diz que voltar é o que deve ser feito. E essa coisa parece ser meu penis. Olha só.
- Você é nojento. (Mari)
Voltamos. Começamos a andar na direção deles. Pararam e olhando para trás, deram um sorridente Oi.
- Olá. (Respondi de volta, cheio de amor para dar)
- Sabem onde tem uma festa? (o moreno)
- Onde nós estamos, a festa está. (eu, bêbado)
Tenho para mim que ser sem noção, é uma arte que para ser exercida necessita de um certo dom.
- Estão fazendo o que aqui? (o de olhos azuis)
- Procurando bebida. (Mari)
- Podemos ir junto com vocês? (olhos azuis)
- Vocês devem ir. (Eu)
Eles se entre olharam rindo, enquanto Arthur piscava para mim, sinalizando que o babado era certo e a noite iria render. Quem procura, acha.
CONTINUA...