Fugi

28.7.10
Saí corrido da argentina, antes da hora. O programado era partir para Bariloche junto ao Germano, em seguida voltar e ficar mais tempo em Buenos Aires. Mas arrumei umas confusões, meu coração falou mais alto em alguns momentos e pronto, pedi para voltar. Isso mesmo. Eu estava viajando e me divertindo, e num momento de impulso, pedi para voltar. Não preciso nem dizer que chorei muito quando cheguei ao Rio e me dei conta da merda que tinha feito. Mas beleza. Foram os melhores dias da minha vida e n-a-d-a poderia fazer ser melhor, nada poderia me fazer pensar que poderia ser melhor. As pessoas, os lugares, as historias, as risadas. Tudo, tudo, fez muito sentido.

Conheci duas brasileiras que se tornaram minha paixão, Carol e Emelle. Foi só amor a primeira vista. Nos olhamos, sabíamos que não ia prestar se nos juntássemos e voilá, partimos juntos pra noite. Daí todo mundo me conhece: adoro fazer o puteiro acender as luzes e o show ser pura emoção. Aparecia um gringo gato, a gente avistava, escolhíamos quem seria a vitima e era só partir pro trabalho. Tudo teria sido mais fácil se as meninas não estivessem acompanhadas de uns outros gringos amigos nossos que também estavam lá. E foi assim que começamos a criar esquemas jamais imaginados para conseguir dar um perdido nos caras. Eu nunca tinha mentido tanto para um homem como naquela noite. Quer dizer... até já. Mas ninguém nunca esteve lá para ver e servir de testemunha. Ah. Não quero falar sobre isso. Mas tudo deu certo. Aliás, eu fiz mó climão no hostel nessas de jogar as meninas nums caras aí.

Avistei uma vitima, puxei Emelle e fomos até o gostoso. Dois minutos depois, estava eu tentando me justificar. É que o cara estava hospedado no nosso hostel, junto com o namorado que, oops, passou a não gostar muito de mim, não. Mas fazer o que né, gente, se eu bebo e não consigo reconhecer rostos. É por isso que eu sempre acabo pegando as pessoas que eu pego nas buatchys.

Sexta to bem partindo de viagem, outra vez. Mas também não quero falar sobre isso. Eu agora quero ser discreto. Bem acho que combino com isso de discrição, menino. Bem acho.

obs: o menino que a Emelle tava pegando lá em Buenos Aires foi pruma boate gay e apanhou de um travesti. Diz muito ele que foi tudo uma grande confusão e o soco foi daqueles acidentais. Não vou colocar aqui minha opinião sobre o caso porque, como já disse, sou discreto demais. hoho

Saludos cordiales!