Quando vidas se cruzam, é inevitável o dizer Adeus. Sabemos desde sempre que tudo aquilo que se é, pode dar-se a não ser-lo mais. O que fazer com as pessoas que passam e nos deixam suas marcas; o coração febril de felicidade, metralhado pela dor da ausência? Os amigos que fizemos, os quais guardam em nosso peito a angustia da quase certeza de que não os voltaremos a ver, serão nossos elos sentimentais, os trechos do filme da vida que valeram a pena - laço que unirá um momento ao outro. Levaremos para sempre na lembrança os sorrisos vistos e divididos, as palavras escutadas. É tao bonito ver a magica da vida acontecer, viver aqueles momentos onde ao vermos algum desconhecido, nos arrebatará a sensação de conforto, afeto; só por haver ali, em um rosto nunca visto, algo de familiar com aquele que já não está ao lado. Um dia lembraremos daquela pessoa ao ouvir algum outro passar ao lado falando ao celular, ou por alguma risada dada a distancia. O tempo parará, um projetor de sensações indefiníveis nos enfraquecerá a atenção e, por fim, seremos jogados as recordações. Sorriremos ao fitar o nada e sentiremos ecoar por cada parte de nossos corpos a melancolia de dias que se foram e sempre serão, ainda que não sejam mais. Fotos que se perderão em mudanças, memoria que reproduzirá em 3 segundos dias inteiros vividos, novas pessoas, momentos e marcas. Tudo magica do viver. Sendo inevitável dizer Adeus, mudo o script: Com o coração na mão, venho apenas dizer obrigado. Que nossos caminhos voltem a se cruzar, mesmo que somente em memoria. Minha memoria.
Pablo Rodríguez