humilhação publica

18.1.10
Fui pra balada outro dia, todoquerendo uma farra. No meio do caminho conheci um menino que pediu para dividir um taxi comigo e com meus acompanhantes: meu primo, Eddy, e meu amigo, Renan. Sem frescuras, jogamos o menino no taxi. Ih, fui flertando com ele o caminho todo. Babado era certo.

- De onde você é, Pablo?
- Niterói... e você?
- hehe ...

Quando ele riu "hehe", comecei a pedir a Deus para ele não responder. Por favor, querido Deus, não deixa ele responder a verdade. Eu te imploro.

- ... Nova Iguaçu.

Valeu aí, Deus, seu carrasco. Beleza, passei a cortar o flerte. Gente, não é que eu seja preconceituoso, existem muitas coisas boas que vieram de Nova Iguaçu, tipo... er... mmm... er... mas então, várias coisas. Mas é que não rola isso de distancia pra mim. [Quero que todos os meus amigos muito amados de Nova Iguaçu caiam nessa de distancia e sigam sendo meus amigos e me pagando cervejas na noite, obrigado]

Saímos do taxi e surpresa: o menino grudou em mim. Parecia sombra. Fiquei aflito. Na falta de alternativa, falei pra ele que ele poderia certamente passar a noite conosco, se estivesse sozinho na boate.

- você tá sozinho não, tá?
- tô sim.

Olha aqui, Deus, você que não me peça mais um NADA (n-a-d-a!!!!) nessa vida. Eu passo meus dias orando e tentando estar em comunhão com suas vontades, suando meu escornio para conseguir uma vaguinha nessa merda de céu e você tá sempre metendo ferro na minha bunda. Num guento com egoísmo. Odeio estar em relações onde só um recebe.

O menino ficou sim conosco dentro da boate. Coisa "boa" numero 1: a boate estava super lotada. Coisa "boa" numero 2: Assim como era impossivel se mexer, era impossivel respirar. Coisa "boa" numero 3: Passei mal. Menino, comecei a ficar com uma falta de ar louca, precisava de um vento. Me veio a lembrança de que dentro daquela coisa cagada que as pessoas chamam de boate, existe um terraço; convoquei todos para lá. Lá iamos nós, subindo as escadas: eu, Eddy e Renan (e Dinho atrás...). D-i-n-h-o. Engarrafamento humano nas escadas. Impossivel chegar ao terraço.

- Como assim impossivel? Nada é impossivel. Me sigam. (Eu, esquecendo que tudo dá errado na minha vida)

Era impossivel. Lá iamos nós, descendo as escadas (e Dinho atrás...). Cheguei lá embaixo e cismei que queria ir embora. Espalhei entre os amigos o bafafa que era só chegar na porta e pedir nosso dinheiro de volta por super lotação. Na minha mente era certo o ressarcimento. Eu estava sem ar, minha chapinha já tinha ido pro lixo em quinze minutos de boate = motivo de devolução de dinheiro. Antes de ir, olhei pra trás, vi Dinho e perguntei se podia beija-lo. É isso aí, eu pedi. Podem me condenar agora, chamem as autoridades, digam que Pablo Rodríguez merece morrer com uma pistola na boca. Nos beijamos e segui rumo a porta. No meio do caminho, uma nova cisma: que os beijos de Dinho me ajudavam a respirar e me traziam vida. Menino, e eu que não parava mais de beijar Dinho? Era um passo, dois beijos, dois beijos, um passo. Nunca que eu conseguia concluir minha rota até a porta.

Quinze minutos depois...

Eu estava super apegado a Dinho. Não queria mais nem ir embora. Para onde quer que eu fosse, olhava para trás pra certificar-me de que ali estava ele, me seguindo. O beijei pela ultima vez e disse:

- Tenho que ir. Estou com o coração na mão de te deixar aqui sozinho, Dinho. (own, sabe que eu até fico fofo quando sou cafona? Isso pode virar amor, Pablo. Investe, bobo.)
- Não fica com o coração na mão, não. Eu arrumo outro pra ficar comigo. Vai lá.

Sabe, Deus... Agora é sério. Acabou aqui a nossa relação sangue-suga. Eu vou voltar pro espiritismo.

Reuni meu primo e meu amigo e mais uns amigos do meu primo e parti direto para o caixa para pegar meu dinheiro de volta. Estava revoltado. Além do mais, eu estava contando com aquele dinheiro para voltar pra casa. E estava revoltado. Já disse isso?

- Queremos nosso dinheiro de volta. A casa tá super lotada, não dá nem pra dançar. (Oi? SERÁ QUE NINGUÉM melhor poderia ter tentado falar alguma coisa?)

A mulher me olhou e fez cara de "Luka - Tô nem aí":

- Não fazemos devolução.

- Então, eu vou ter que chamar a policia.

Era o momento de alguém me calar e me levar embora.

- Aham. Pode chamar.
- Vou chamar mesmo. A policia e meus advogados.

Não sei nem que advogados, nunca tive advogados nessa minha vida.

- Tá.
- Tô falando sério...
- Aham. Liga ali do cantinho pra não atrapalhar o movimento, tá, meu lindo?

Querido Deus, era tudo brincadeira. Volta pra mim, por favor!!!!

Bem, agora que eu já tinha sido humilhado, podia voltar pra casa e dormir legal. Não era sonho, era eu mesmo. Só tenho certeza de que estou vivendo minha vida quando rola uma humilhação publica. Mas como eu sou sem limites, CISMEI que iamos todos direto para outra boate. Só tinhamos de arrumar dinheiro emprestado com alguém. Finos. Meu primo viu no amigo dele uma chance de carona e disse que ia pra outro lugar não.

Ah, você vai sim, Edney
. Vou não. Vai sim. Vou não.

E quando dei por mim, Eddy havia jogado para o alto uma nota de dez para não ficarmos a pé e já estava dentro do carro. Quando tentei gritar seu nome, só me restava a imagem da placa do automovel se distanciando. Pensei em anotar e chamar a policia.

- Alô, é da policia?

Façam as contas comigo: em uma só noite 1) fui rejeitado por um vendedor de nova iguaçu 2) humilhado na porta da buatchy 3) abandonado por um ente querido 4) e tava na merda voltando pra casa com dez reais emprestados, procurando ONDE passava meu onibus. Espero que fique cada dia mais claro o motivo do nome desse blog aqui.

Muito boa noite, senhoras e senhores.

BBBem sem noção

Sempre que começa o Big Brother minha vida se torna um tormento. Ou eu acho que sou participante e passo a falar sozinho com a televisão ou eu acho que tô na festa com eles e danço a noite toda na minha sala, junto com meus três poodles ou a novidade do ano: me apaixono perdidamente por dois participantes. Acredite em mim quando eu falo "perdidamente". Estou amando, sofrendo. Estou para esse amor como um dia Cazuza esteve para as drogas: sem limites. Já até chorei por estarmos tão longe, conectados apenas por uma antena sky tv. Mas logo que notaram minhas lagrimas, as sequei e disse que foi um cisco. Bem, agora todos já sabem a verdade. Chorei por amor.

A historia é a seguinte: tava dando um ligue na nova edição do programa e quando meus olhos bateram no Sr. Orgastic, notei uma coisa: sempre o amei e nunca havia notado. E não demorou dois dias para eu começar a me apaixonar também pelo participante Michel, que é judeu - tudo porque Michel parece estar apaixonado por Sr. Orgastic também. Curto uma parada a três com facilidade. Outro dia eu tava conversando isso com minha amiga, judeu é tudo de bom, refletíamos. É pinto sem pele, coisa light. Quando a gente tá de dieta, a primeira coisa que a gente manda cortar é a pele do frango, né não? Pois é. Michel é meu frangotinho sem pele. Amor pra vida inteira. E não. Eu sei que judeu chama dinheiro, como minissaia em noitada chama mão boba, mas não é por isso que estou tão na dele. Inclusive, estou sem assistir ao programa hoje o dia inteiro, fiquei unpoco chateado com umas atitudes de Michel, mas vai passar. Amor é assim: Entre tapas e beijos, é ódio, é desejo, é sonho, é loucura.

Foi dando de cara com tal amor, que não para de crescer, que comecei a pensar num plano para encontra-los e fazer dar certo nossa relação. A primeira idéia que me veio a cabeça foi gritar bem forte com a televisão e ver no que dava. Tive de partir para o plano B, pois isso de gritar deu certo não. Resolvi que seria legal contratar um helicóptero e me jogar de para-quedas em cima da casa do Big Brother Brasil, usando uma camisa "eu torço pelo MC LEOZINHO da Fazenda". Não tenho grana. Ou seja: já estou de papo com o pessoal do Fã Clube Orgastic e assim que Sérginho for parar no paredão, é lá que estarei. Com celular em mãos, votando firme, pulando, gritando e mandando beijinhos para todos vocês em casa. Vou bem aparecer na tv. Pensei em levar até um champanhe para lá, mas disseram que não pode. Tenho que averiguar. Coisa que posso fazer com certeza: levar câmera e bater fotos sem flash. E pior que levar champanhe para eles, é levar dignidade. Essa se você tentar entrar com, é antipatia na certa. Tá no paredão e vai ser eliminado.

E desculpa se esse post não agradou, mas eu estou amando. Tentem lidar com isso.

encontro marcado

5.1.10
Eu prometi que não iria postar sobre ele, mas eu menti. É claro que vou usar um nome fictício. Escolhi Carlos Daniel, tudo porque sempre quis ter um encontro com Carlos Daniel, de A Usurpadora. Enfim.

Conheci um cara pela internet que era muito gostoso e tinha um papo legal. Pensei: vou bater um papo antes de encontra-lo. Batemos, meu amor, cinco meses de papo. Tá. Legal. Depois do primeiro mês de papo, percebi que ele poderia ser perfeito para mim. Os atributos: casado, dois filhos, outra cidade. Ou seja, muitos problemas. Ou seja, perfeito pra mim. Durante um tempo ele vinha com uns papos esquisitos. Exemplo:

- Você é lindo. Uma mistura de índio, com africano, com brasileiro. (?)
Na duvida, agradecia:
- Obrigado. Que nada. Q-u-e-n-a-d-a. (Vai saber, né?)

Teve uma vez que ele quase me fez revelar que nunca dei/comi ninguém, quando me perguntou a ultima vez que tinha transado. Mas a-ha, eu sou esperto:

- Você não pode ser assim tão parado, Pablo. Quando foi a ultima vez que você transou?
- hehe (eu, pensando rápido numa resposta) Transar não, mas ontem eu bem fiz umas brincadeirinhas sacanas.
- Aahh, adoro! (ele, adorando - eu, suando frio)

Mas no fim das contas, bôra marcar. Dois amigos me convenceram a fazer uma tal de xuca, caso eu viesse a me animar com alguma coisa. Para os que não sabem o que é xuca, eu explico:

Quando você é heterossexual, basta achar uma boceta e comer - ou ter uma e dar. Quando você é gay e tem que dar cu... é certo que vai dar merda. Então, rola uma tática muito fina para evitar: Com toda a sua finesse, você precisa enfiar uma duchinha no seu marquês de rabicó (é sério...), depois como se isso já não fosse muito, você precisa ligar a torneira e encher o rabo de água. Achou nojento? Então, espera até eu te contar que você tem que soltar toda a água e ficar com o chão do banheiro todocagado. Glamour: os gays vivem.

Fiz a tal da xuca. Saí do banheiro me sentindo mais rico impossível. Sentei na cadeira do computador e... gases. Não gostei, comentei com um desses amigos.

- Amigo, situação um pouco chata: acho que estou com gases. (eu, pensando em morrer)
- Ai, meu Deus, eu esqueci de avisar que se você colocar muita água, dá gases.
De todos os momentos do mundo, aquele era o momento CERTO para se esquecer um detalhe pequeno desses. Afinal, o que são gases, num é mesmo? Nada. Peidar é natural.

Enfim. Não demorou nem meia hora para eu descobrir que iria passar a noite peidando. A menos que voltasse para o banheiro, enfiasse um dedo no cu e fizesse força. Dignidade já, resolvi peidar o resto da noite.

Meia hora depois...

Tava no vazo, enfiando o dedo no cu. Não agüentei. Eu tinha comido churrasco aquela tarde. Nota para mim mesmo: morrer e voltar heterossexual.

Fui arrumar o cabelo e resolvi experimentar um laquê da minha mãe, tal de Aspa, ao invés de usar o mousse que sempre uso. E aqui vai uma descoberta que é babado: se você busca cabelos duros com aparência de crespo, laquê da Aspa é tiro e queda, tem erro não. Dica bafo. Bem, com tudo dando certo, bôra pro encontro. Cheguei no posto de gasolina que marcamos. Dei de cara com minha prima esquizofrênica (aquela que canta dingou blel). Meti o pé e mandei ele me encontrar em outro lugar.

Entrei no carro de Carlos Daniel (ai, gente, imagina se um dia é o Carlos Daniel da Usurpadora?), ele me olhou e a primeira coisa que ele fez foi me dar oi... passando a mão no meu cabelo. Marque a resposta correta:

A) Ele nem notou o cabelo ruim e te achou lindo
B) Ele notou o cabelo ruim e engoliu seco.
X) Ele notou o cabelo ruim, ficou com laquê grudado na mão, não te achou lindo e rolou um climão no carro.

Olhei para ele e disse:

- Você é muito bonito. Mais do que nas fotos, e olha que nas fotos você já é lindo. (Pablo, não começa. Cala a boca...)
- Você também é lindo demais, Pablo, bem mais do que eu havia imaginado.
Mentira. Ele não falou isso. A verdade:
- Obrigado, Pablo. hehe
E eu fiquei cerca de meia hora esperando ele falar "você também". Não rolou. Deixei pra lá.

Eu tinha lido uma vez em alguma revista feminina que primeiro encontro é algo para dois. Você e a pessoa (isso se a pessoa aparecer, claro). Porque senão fica algo sem graça, adolescente, vocês não se conhecem - nada disso de apresentar aos amigos na primeira noite.

- Para onde vamos?
- Para o centro da cidade, Carlos Daniel.
- Mas e a lei seca?
- Eu conheço um atalho. Confie em mim.

Chegamos no bar para encontrar os meus amigos. Carlos Daniel (ai, sempre suspiro quando penso em Carlos Daniel...) sentou, pediu uma caipirinha de abacaxi e não abriu a boca até irmos embora. Na volta eu estava bêbado. Algo que todo mundo sabe: por ter lido muito sobre psicologia na época que eu era obeso, eu bêbado adoro pagar de psicologo cult.

Teoria de Freud:
Quando nos olhamos com olhar critico, esperamos que nos olhem da mesma forma.

Teoria de Freud, by Pablo:
- Carlos Daniel, você olha para todo mundo com um olhar tão critico, que todos te olham com esse mesmo olhar de volta. (Não é isso, Pablo! Tá erradoooo!!!! Corrigee!!!)
- Não. Eu sou mais critico é comigo. (É isso mesmo, menino. Você já leu Freud?)
- Hmm... Acho que não, ein. (Pablo, psiu. Deixa o assunto morrer)

- Ai, Carlos Daniel, eu adoro vir a Igreja evangélica. E não sou evangélico. Eu acredito muito é no kardecismo. (É assim que se fala, num é? Não lembro. Eu tinha três anos, porra. Mas eu juro que levei a sério.)
- É, eu também já fui Kardecista (Parabéns, Pablo)

Chegamos perto do caminho que nos trazia de volta a minha casa.

- Mas então, Pablo, qual é o atalho?

Sabe todas as vezes que você viu filme de terror e nunca entendeu porque as pessoas enfiam uma faca na cabeça das outras e saem correndo, se tornando um psicopata procurado pela policia? Então. Taí o porque.

- Que atalho? (Eu, muito cara de pau)
- O que você disse que conhecia. (Ai, meu Deus. Será que se eu sair do carro e correr na contra mão, ele me alcança?)
- uhm? Falou comigo?
- Qual é o atalho? (Por favor, eu juro que eu não queria mentir!!!) Você mentiu pra mim? E a lei seca?
- Eu conheço mesmo um atalho. (Chega de mentiras, Pablo! Chega.)
- Qual?
- É só passar por manilha. (oooooi?)

Clique aqui e veja o trajeto no google maps.

Ele falou que eu sou maluco. Eu, claro, neguei tudo. Disse que sou não, que ia demorar só quarenta minutinhos à mais. Ele ficou muito nervoso. Sei disso porque sempre que Carlos Daniel ficava nervoso, ele franzia a testa e ficava com os olhos ressaltados. Desta vez ele franziu a testa, entreabriu os olhos e trincou o maxilar. Tenho em mente que só não brigou comigo porque não me conhecia o suficiente para isso. Que bom. Mas nada o impediu de dizer que se fosse multado ou rebocado, eu que arcaria com os custos. Climão. Enfim, tudo deu certo. Nada de lei seca. Paramos na minha rua, rolou um amasso básico e resolvi sair do carro. Dei com a bunda no chão.

- huhuhu acho que caí. (com o maior sorriso amarelo do mundo)

Fui embora empinando a bunda, pra tentar esconder com o casaco a marca de sujeira que ficou na calça. Me perguntei o PORQUÊ não choveu o suficiente a ponto de se formar um lago para eu me jogar pedindo a morte.

Cheguei em casa, peguei o telefone e liguei para os meus amigos para contar como havia sido o meu encontro de internet:

- Acho que vou namorar. Estamos completamente apaixonados, gente. Foi magico, muita química.
- Sério? (ninguém acreditando)
- Eu lá sou de mentir, meu povo? Não minto. Vai rolar certo um namoro entre nós.

E é claro que ele nunca mais deu as caras. Mas que isso fique só entre nós.

Ano Novo, Pablo de sempre

Então. Mas ein. Estou vivo. Heh. Achei que depois de tantas garrafas de vodka, um monte de drogas sintéticas e um pouco de produtos capilares de quinta categoria, não conseguiria chegar vivo ao dia dois de dois mil e dez. Ih. Heh-heh. Acabei de olhar no calendário e ver que hoje é dia seis, não dia dois de dois mil e dez. Acho que bebi demais. Oops.

No dia 31 juntei um grupo de amigos, me mandei para uma festa de musica eletrônica e quando deu meia noite, lá estava eu... dançando. Nada me lembro sobre champanhe ou desejos de prosperidade, só lembro-me de estar mexendo minhas canelas jurando que ao som de um remixe boladão da Britney Spears e quando parei de bater cabelo para analisar a situação, estavam estourando fogos de artificio. Fui enganado. Resolvi parar de beber naquele momento. Mas logo esqueci o que havia resolvido e voltei a beber. Dos flashes que tenho da noite, lembro de ter mandado mensagem para uma amiga e ter dito para a minha mãe que havia aprendido a falar alemão lendo uma embalagem de cerveja importada. Loucuras.

Ah, como esquecer: no meio do caminho indo para a praia (no ônibus que EU fretei) descobrimos que havia um grupo de pessoas que roubam. Não aquele roubo fino, passando a mão nas suas coisas quando você dá bobeira. Roubam pegando de você e se você resistir, enfiando um canivete na sua barriga. E se sair comida de lá de dentro, deu mole: levam também. Panico no ônibus. Pensei em engolir o meu tênis, mas logo desisti porque não tenho paciência para mastigar. Resolvemos, então, que iriamos juntar todo o nosso dinheiro e esconder com alguém e ficar mudando de duas em duas horas. Plano que, obviamente, foi criado por nós após bebermos muito. Até hoje estamos procurando saber com quem está o dinheiro. REALIDADE: Fomos molhados por uma chuva repentina. Fechamos as janelas. REALIDADE: Não estava chovendo. Foi Gabriel mijando numa garrafa e jogando o mijo pela janela. Ficamos chateados.

Sei que ainda continuo com as mesmas raivas e duvidas do ano passado. Acordei esses dias, que nem lembro que dia era, me perguntando aonde tinham enfiado a garrafa de vodka que eu escondi na cueca. Fui ver meu extrato bancário e é: nada havia mudado mesmo.

- Estou tão ansiosa para 2010, amigo. (odeio que me chamem de amigo...)
- Porque, amiga? (mas sou falso)
- Porque 2010 vai ser o ano 10.
Tem coisas que se eu responder como eu quero, certamente muita merda dará. Só me resta dissimular.
- Você é uma comedia, amiga. hehe me acabo.

Ano dez. Pensando nisso de ano dez, aliás, que parei para pensar nas minhas conquistas pela vida, desde o dia em que nasci até o dia de hoje, e a única coisa que me veio a cabeça foi um par de estrias e aquela marca esquisita que ficou no meu braço depois de um tombo de bicicleta. De resto, até meus órgãos a galera vai levar comemorando. Não sei se vocês acham isso legal, mas nos hospitais tem uma fila de pessoas que soltam rojões quando morre alguém. Aliás, o meu cu eu também estou querendo dar. Sei lá, resolvi anunciar isso aqui. Afinal, nível... uns tem, eu não. Vai que dou sorte.

Feliz ano novo, gente!