donde está el amor?

23.9.09
Eu vou lá, risco num tronco de arvore "eu e você - amor eterno" e a pessoa se magoa por eu ter colocado isso na arvore e algumas pessoas terem lido o que eu escrevi e passa a me tratar como se eu fosse um conhecido de pouca importância. O que eu faço? Tento seguir com a vida, enquanto seco minhas lagrimas com um lencinho de ceda, escutando Carly Simon - Nobody does It better. Mas sigo nada. Tô na mesma.

Nessas acabei conhecendo o tal do Fulano, morador de Copacabana, loiro, olhos claros, torcedor do fluminense, 25 anos, machão e... enrustido. Ninguém pode saber dele não. Sente só o que rolou:

Fulano says:
Podemos nos dedicar a uma noite de amor. Merecemos.

Pablo Rodríguez says:
Todo mundo merece! Você curte mesmo fazer uma sacanagem, né?

Fulano says:
Não disse sacanagem. Falei amor.

Pablo Rodríguez says:
Mas não tem como fazer amor sem amar. Ou tem?

Fulano says:
Tem. Eu sou homem e já estive muitas vezes com algumas pessoas que eu não amava, mas que as amei em uma noite dedicada a elas e de noites assim, vivi alguns contos de fadas onde fui e fiz feliz. Quer experimentar?

Pablo Rodríguez says:
Provavelmente não. Nunca tive uma experiencia assim, com ninguém. De amor.

Fulano says:
Credo. Porra, deixa eu protagonizar sua melhor história de amor...

Pablo Rodríguez says:
Ó, até deixo, mas aí você vai ter que convencer a Cinderella aqui a ir ao baile, sem hora pra voltar.

Fulano says:
Você é foda. Entrou na minha vida para me infernizar. rs

Pablo Rodríguez says:
Hm. Já notou?

Fulano says:
Notei sim...

Pablo Rodríguez says:
Mas eu valho a pena.

Fulano says:
Me liga pra eu ouvir sua voz.

Pablo Rodríguez says:
Ligo. Me atente aí.

... 15 minutos depois ...

Pablo Rodríguez says:
Pronto, mimado.

Fulano says:
Você é delicioso e ousado. Ficaria horas da minha vida te ouvindo.

Fulano says:
Vai me deixar falando sozinho?

Fulano says:
Muito cheio de marra você.

Pablo Rodríguez says:
hehe

Fulano says:
Seria uma tragédia estar com você, eu penso.

Pablo Rodríguez says:
Por...?

Fulano says:
Estou com medo de me envolver. Você tem uma personalidade muito forte. Você é diferente dos outros caras e garotas.
_______________

O foda é saber que foi justamente isso que assustou as pessoas que eu mais quis na vida. A pessoa, quero dizer. Acho que vou lá riscar e fazer uma nova escrita onde digo "eu e você - ficadinha sem compromisso", pra ver se ele entende o recado. Porque dá não, gente. Tá difícil.

Cansei de querer ser feliz.

Casi un angel

21.9.09
"Para sentir tem que viver, se soltar e partir, recomeçar e amar a si. E quando se for, quando se perder e não se encontrar, perceba que tudo está em você: salve a sua chave, seu coração."

Eu queria nunca ter crescido, queria ser criança para sempre. S e m p r e. Ou eu aprendo que ninguém tá de brincadeira ao meu redor ou vão sempre me usar pra brinquedo. Eu sou metido a esperto. Mas só metido.

oi, que, quem, oi

Tipo assim, num dormi não. O efeito de falta de sono é igual a alucinógeno em mim, eu fico loucão pela casa, falante e querendo agitar todas. O erro. Estava narrando meu final de semana para a minha mãe e ela está chocada. Enfim.

O lance é o porque de eu não dormi. Não consegui. Deitei na cama, dei duas roladinhas e pensei: Pablo, você sabe que vai ficar se revirando nesse colchão e pensando na vida até não mais suportar existir, bôra levantar antes do estresse.

Voltei para o computador e passei a noite escrevendo. De boa, o que mais me emputece é perder o sono por causa de alguém. Perco o sono por ficar pensando demais em coisas que não devia e neguinho deve ter dormido a noite toda. Isso faz algum sentido para vocês? As pessoas fazem as coisas e quem perde o sono sou eu. Mongo. Mongão.

Se me aparecer uma lampada magica, eu der uns esfregas firmeza nela e bailarinar na minha frente um gênio magico, o primeiro desejo que vou fazer é que todo mundo que me fizer perder o sono vai ter que perder o sono também. Depois eu vou apelar pedindo a paz mundial para ver se ganho um bônus de mais dois desejos para pedir coisas essenciais: uma coleção de roupas que estou de olho há uns dias e pedir gasolina interminável em todos os carros que eu conquistar pela vida. Matipos, Se eu pedir a paz mundial e não ganhar bônus nenhum não, vou usar o terceiro pedido para anular o pedido anterior. Porque se eu não vou estar em paz, quero mais é que o mundo esteja também não.

Se é pra causar mal estar, bôra arrebentar a boca do balão.

Desastre.

19.9.09
Gente, tipo assim, fui numa festa gls ontem e pensei: Vou arrasando, quero descolar o homem da minha vida e ser feliz para sempre vivendo num castelinho de dois andares nos campos da Austrália, criando crianças adotadas e ouvindo Leona Naess o dia inteiro.

Passei das oito às nove da noite dando aquele trato firmezinha no visu, arrepiei o cabelinho estrategicamente, joguei um perfume da hora pra completar o lance e meti o pé pra festa. Cheguei causando, conhecendo uma galera joinha.

Entrei na festa, fiz o maluco, comecei a dançar como se o mundo fosse ficar em mute no dia seguinte e quando saí da boate as seis da manhã a surpresa: eu cheguei na festa com lindos cabelos de Alinne Moraes e saí Taís Araújo.

Sentiu o mundo acabar?

viver a vida

17.9.09
Menino, e eu que tenho acompanhado a nova novela da Globo, "Viver a vida"? Isso tem tuuudo pra dar errado. T-u-d-o. Não é segredo pra ninguém que eu sou descontrolado e que é certo que se seguir religiosamente a vida dessa tal Black Helena, vou deixar de viver a minha vida. Tenho vergonha de assumir não.

Mas gen-te, pensa comigo: Helena é a modelo negra de maior sucesso do Brasil (ou seja, ficção mesmo), divide um apartamento com a Daniele Suzuki que é inteligente, madura e médica (oi, isso faz algum sentido pra você?), namora o José Mayer (?) que está com o cabelo alisado (!) e é inimiga numero um da Sílvia de Duas Caras Alinne Moraes, uma atriz muito boa que tem nenhum papel marcante não. Muita emoção numa novela só. Anarquizando.

Isso que eu nem comentei que a Marisol, campeã da primeira edição da Casa dos Artistas do SBT, virou uma bêbada anoréxica. Chocante. Nem segurando muito no tchan Manoel Carlos poderia me fazer tão feliz. Sem contar que isso de unir as raças e Black Helena dividir um apartamento com a Dani Japa Suzuki tem tudo pra dar merda. Vocês vão ver só.

E eu estou sim ligado que vai dar problema pra mim. Por exemplo, hoje eu só vou sair depois do capitulo da novela e de gritar muito na frente da TV: Black Helena, I love you! (L) Eu adoro essas personagens ebânicas cheias de personalidade. Quando eu tiver uma filha, vou querer que ela seja modelo e já vou tascar o nome de Black Helena Araújo. Sucesso é isso. E se ela nascer morena, troco para Helena Brown Araujo. Pablo e o bom senso - na nossa frente só você.

Tchau, felicidade!

13.9.09
Gente, desde que subimos o muro da nossa casa para evitar que a vizinha ficasse vigiando a nossa vida, tudo está dando para trás. Dizem as más línguas que a vizinha é macumbeira, mas nada confirmamos ainda. O lance é que agora a mulher deu pra tacar uns DISCOS DE VINIL na vitrola todos os dias das cinco as nove da noite, tocando os grandes HITS de Arlindo Cruz. O-s -g-r-a-n-d-e-s- h-i-t-s- d-e- A-r-l-i-n-d-o- C-r-u-z. Sério. E claro que não posso esquecer da sessão Clara Nunes, que rola aos sábados de tarde.

E eu adoro um barraco misturado com bastante treta, todo mundo sabe disso. Desde que minha caixinha de som do computador queimou porque eu taquei ela na água para ver como era o som da musica embaixo da água, e que rolou uma confusão com o curto que deu na nossa casa antiga, eu passei a adaptar o som do computador para duas caixas de som super potentes. Que não caberiam na pia do banheiro, ou será que cabem? Enfim. O que eu estou fazendo nesse exato momento? Coloquei minhas caixas viradas para a janela, taquei o meu cd das Destiny Child pra tocar e o som tá comendo solto. Até porque eu tenho noção de que nada é mais irritante do que um trio de Whitneys Houstons que mexem a bunda como se invertebradas fossem. Nada. Talvez só a voz da Eliana, mas... Gente, vou colocar Eliana pra tocar. Fodeu.

Eu sei que daqui a pouco ela vai ligar pra reclamar e eu vou responder só fazendo aquela coreografia do pescocinho Fat Family. Confusão e barraco, a vida que eu sonho pra mim.

Beijinhos!

Hmmm... eu?

Gen-te, de buena? Eu sou carente. Demais. Mas não é de hoje, não. É de sempre. Começo a pensar que nasci com carência cronica. Tem gente que nasce com deficiência física e tem gente que nasce carente. É a vida. Mas pelo menos eu posso fingir que sou normal e disfarçar a minha carência. Só quando alguém se apaixona por mim, ou quando eu me apaixono, que a minha doença vem a tona e eu me torno um obsessivo maniaco psicótico. Sem brincadeiras.

Outro dia estava eu pensando se sairia muito caro dar uma grana na mão do porteiro de uma pessoa para ele me mandar todos os horários e passos desse alguém. Coisa do tipo: "Atenção, SweetMonkey, Fulano deixando prédio com amigo. Vestindo camisa verde e calça jeans despojada. Cambio. Mayday, mayday."

S-u-r-t-a-d-o.

E na infância? Cara, na infância era um terror. Eu fui apaixonado por um menino no colégio. Digo, por vários meninos do colégio. Esse sou eu. E é, na infância. Quer dizer, não era tão infância assim. Tinha lá pros meus onze anos de idade. Ah. Criança, eu acho. Pra puxar assunto com ele, já que ele gostava de futebol e eu de Chiquititas e nada tínhamos em comum, sempre esquecia meu apontador, só pra pedir o dele emprestado. E ele sempre emprestava. Romance no ar.

Sempre que eu pegava o apontador, nós passávamos os dedos um no dedo do outro e na minha cabeça rolava até uma trilha sonora de fundo, Marisa Monte - Beija Eu. Anarquizando no bom gosto musical desde sempre. Aham.

Isso acontecia todo dia, e eu pensava naquele momento do apontador toda hora. Até o dia em que ele também precisava do apontador e reclamou. Discutimos. Pronto. Na minha cabeça aquilo já era quase um namoro. Afinal, quem ama briga. E se estávamos brigando, meu bem, rolava um amor sincero na parada. Sente isso.

Até que eu fui enjoando, enjoando e esqueci. Mas tipassim, se um apontador é capaz de fazer isso comigo e transformar minha síndrome da carência num monstro devastador de intelecto aos onze anos de idade, imagina o que uns carinhos e umas palavras de afeto não fazem hoje em dia? Queria falar não, mas estou precisando dar. Carência é falta de pica.

Contra falos não há argumentos.

Adoro ditados.

06/09

7.9.09
Eu e Lys fomos para o show da Isa TKM ("besos y tkm" haha). Eu queria ir, Lys me revelou que tinha convites, então, fomos. Claro que existe muita historia boa e delicia para justificar os convites, mas isso eu não posso revelar. Cheguei lá e Lys já me tascou no braço pulseiras do backstage. Pensei: mmm i like. Lys é dessas. Assistimos o show suspirando; Lys por Peche e eu por Willy. Sinta o mundo acabar. O show estava lotado, ingressos esgotados. Gente se amassando e se empurrando por todos os lados, gente saindo chorando e pessoas gritando pra conseguir entrar no camarim. Olhei para Lys em dado momento e disse:

- Lys, olha isso! Pensei que só nós soubessemos quem são. Se tornaram uma febre e eu nem sabia.
- É, e agora ainda vão passar na Band, vai piorar!

E pra quem tem um humor mais acido, tinha até uma menina de cadeira de rodas sendo barrada. Uma pena. Pelo o que eu vi ela estava correndo muito atrás de vê-los. hihi. Ai, que feio isso. Vou direto por inferno. O que também não reclamo, já que odeio filas de espera.

Acabado o show fomos para o backstage falar com os meninos que já estavam amigos de Lys. Foi festa ao entrar no backstage. O clima pesou em alguns momentos com alguns olhares trocados. Mas foi ó-t-i-m-o ter acontecido. Tensão sempre aumenta o tesão.

Fiquei brincando com os meninos sobre eu gostar deles, por causa da minha idade e depois disso eles sempre davam umas risadas sobre o assunto. Gostei deles, achei todos fofos. Depois disso eu tinha que ir no hotel com eles para fazer algo que não interessa a vocês. Fui lá, curti o que tinha de curtir, fiz o que tinha de fazer, passei pelos climões que tinha que passar e deu tudo mais que certo. E quando eu fui comprar algo para comer, um loiro gostosinho veio até mim e perguntou como poderia me conhecer melhor. Fui pratico: Me passa seu telefone. Confesso: ele não chegou do nada, dei uma olhada fierce para ele. Estou pensando em ligar amanhã, quando a minha raiva do menino do dia 05/09 passar, se passar e o problema for resolvido rapidamente. Foi tudo muito bom!

Quero mais e vou ter!

05/09

Como ainda tínhamos muito energia, eu e Nilton resolvemos ir para o Cine Ideal jogar os males para fora. Eu estava combinando de ir com dois amigos héteros junto, mas um deles deve estar achando que to afim de dar uns pegas nele e deu no pé de ultima hora. Tensão no ar. Ele se estiver pensando isso está enganado, mas enfim, here we go. Chegamos lá e o local além de estar com uma decoração nova, estava incrivelmente repleto de gente bonita. Ou seja: estrago na certa.

Ficamos tri-loucos e enquanto Nilton fazia pegação eu estava causando horrores na caixa de som. Porém, vou parar por aqui. Não quero dar mais detalhes sobre a noite do dia 05/09 porque morro de medo de ter problemas com a policia ou com a melícia. Vai saber.

Mas ó, eu nunca senti tanta raiva na historia da minha vida como estou sentindo nesse momento de um dos moleques que peguei no tal dia 05/09. Tomar no cu, sabe. Se eu encontrar vai levar porrada na certa. Mas isso é um segredo o qual eu nunca vou falar.

Xoxo, Pablow.

04/09

Eu e um amigo Nilton, ex de um outro amigo de anos, Alexandre, fomos com minhas 4 amigas Juliana, Ana, Priscila e Nathy para a apresentação do DJ Skazi, na The Week. Antes eu e Nilton fizemos uma horinha na festinha privada na casa de um conhecido. Estava divertido, mas lá foi uma sessão de magoas atrás de magoas que eu vou te contar. Tive que ouvir brincadeirinhas terríveis e achei algumas coisas meio fora de contexto, sem necessidade. Mas deixei passar. Já que tudo está passando.

Depois já chegamos na The Week alucinando e começamos a dançar como se não houvesse amanhã. As meninas estavam no mesmo clima que a gente, então foi perfeito. Em um dado momento da noite eu estava andando pelo local, fritando como nunca na vida e um cara saradão me parou:

- Tá doidão, safado?

O que eu respondo? Pensei. Tinha que ser algo eficaz e safado ao mesmo tempo. Porque oi, ele era delicinha.

- :D

Porque yes, um sorriso safado abre as portas do prazer.

- hehe, safadão.

Depois disso começamos a conversar, a noiva dele estava lá, ele queria ficar louco também, deu doses e mais doses de Absolut Black pra gente - já que ele estava comprando garrafas e mais garrafas, deu pulseirinha da área vip. Tudo isso sem que eu e Nilton precisássemos seduzir ou nos vender para alguém. Basta ser real. Ih, ele se apaixonou. O que é normal acontecer. hehe Brincadeira. Depois ele contou para a gente que era personal trainer da Rede Globo e trabalhava com as maiores celebridades do momento. Não vou citar nomes para não compromete-lo. Trocamos contato e vamos certo sair semana que vem. Causar é isso. Sentiram o mundo acabar?

Foi divertido e é isso que quero na minha vida agora: pessoas que gostem de mim e sejam claras e sem segundas intenções no que falam. Não jogos e pessoas falsas anymore. Vida nova, "bolas" pra frente. hehe Ew, que nojento eu estou hoje.

Beijos

ps: escutem o cd do Kaleidoscopio que estou ouvindo agora.

03/09

As três da manhã lá estava eu de papo com as travestis. Nossa, estava amarradão e não queria ir embora nunca mais. Elas estavam contando pra gente das incursões maravilhosas pelo mundo dos programas. Curiosidades:

1. Taxistas fazem elas pagarem uma chupetinha toda noite e dão um pé na bunda delas sem pagar um centavo. Vamos aderir a campanha #forataxistas no twitter, à favor das nossas travas queridas do calçadão de Copacabana, minha gente. Vamos dar as mãos. Temos de lutar unidos.

É uma situação muito triste. Toda noite eles dizem que vão mudar, que estão com dinheiro, elas entram no Taxi, pagam a bendita e suada chupetinha e eles jogam elas pra fora do Taxi. Toda noite elas são enganadas e humilhadas. Lagrimas.

2. Dani, uma das travas que conhecemos, é casada com outra trava que também faz programa lá no calçadão. São apaixonadas e morrem de ciumes dos clientes uma das outras. Mas... precisam trabalhar. Dani adora o ciumes da marida, mas disse que é só fumar um crack básico que logo esquece que é casada e se entrega aos prazeres da vida. Aliás, Dani parou de injetar hormônio feminino porque ela adora gozar. Palavras dela, não minhas.

Não lembro se foi exatamente nesse momento que ela mostrou os peitinhos pra gente, ou se foi depois. Enfim, não quero nem lembrar mesmo.

3. Travesti rouba sim. Bomba. Elas tem uma tática de esfrega e rala que quando você se distrai elas levam tudo dos seus bolsos. Elas nos ensinaram como fazer. Estou só esperando o momento certo para usar. Não roubar, mas a tática do esfrega e rala gostoso. Reflitam sobre.

Quando chegaram duas amigas de Dani e Amanda, Lohaine e Juliana, que são as meninas que nos ensinaram as táticas de esfrega e rala dos roubos, Lohaine chegou se esfregando em todos os meninos. Ela me olhou, eu dei um sorriso para ela e eu notei que ela desistiu de se esfregar em mim. Eu me chamo Pablo. Tenho complexos, problemas sérios de auto-estima. Passei um tempo refletindo o porque havia sido rejeitado. Minutos depois ela revelou:

- Enquanto me esfregava vi tudo que vocês tem com vocês. Eu poderia ter pego tudo.

E revelou, realmente, tudo que eles guardavam nos bolsos. E em seguida devolveu o celular de um menino que estava conosco que ela havia pego e ninguém notara. Climão. Foi nesse momento que olhei pro céu e pensei: "Obrigado aê! Entendi tudo.". Eu sou iluminado.

4. Dani já enfiou o pé - até o tornozelo, no rabo de um gordinho tarado que pagou mil reais num programa com ela. E no final ela disse que ainda deu uma mijadinha básica na cara do homem. Coisa fina.

Enfim. Vou parar de narrar antes que meu blog seja censurado pelo blogspot. Só digo que depois desse papo com Dani e Amandita eu me tornei uma nova pessoa, com um novo olhar sobre o submundo da orla de Copacabana. Vou ligar para elas para tomarmos um chopp da Brahma.

Em certo momento da noite as travas estavam ficando mais distantes e resolvemos ir embora, porque notamos que elas estavam no calçadão há 3 horas conversando conosco e não tinham feito nenhum programa ainda. Estávamos atrapalhando. Quando fui me despedir de Dani, que estava distante, um homem muito drogado estava perto dela. Fui até Dani e lhe dei um abraço carinhoso, enquanto ela falava com ele: "São todos minhas amigas, querido. Faz nada, não!". Nada entendi, né gente. Sorri para o homem e dei até um tchauzinho meigo. O homem saiu de fininho. Os meninos olharam para mim tensos e tremendo:

- Você viu aquilo?
- O que, gente? O homem drogado?
- Não, Pablo. Ele estava tirando um facão enorme da camisa, faca de peixeiro, se não é Dani falando com ele estaríamos todos mortos agora.
- Mentira, menino. Chocado. Eu não vi n-a-d-a.
- É, ele só guardou a faca no momento em que você a abraçou. Achei que você estava se enfiando ali para poder quebrar o clima mesmo. Se você não a abraçasse naquele momento, teria sido o primeiro a rodar. Dani desesperada também.
- Gente, eu juro, não vi nada disso acontecer.
- Você precisa deixar de ser inocente, menino. Cresce!, me disse um dos meninos, que eu havia conhecido naquela noite.

Uma vez um amigo me disse que eu tenho uma energia muito boa, que tenho uma vibração muito diferente. Só pode ser essa a explicação. Tudo bem que depois ele disse que eu sou o tipo de pessoa "serpentes a bordo". Mas nisso eu não acredito não. Enfim. Voltei pra casa, fui para a faculdade, finalmente montei minha nova grade de aulas e passei a noite trabalhando até cair no sono.

Idontwannabetravestianymore.

02/09

Todos os meus amigos sabem que eu adoro um glamour decadente, logo, quando vai rolar uma festa de nível BBB pra baixo me chove convites de todos lados. Convite da première de Tom Cruise no Cine Odeon que é bom ninguém me deu. Mas lá fui eu pra míni festa de lançamento do Paparazzo da tal Isabel.

Entrei na festa e já lancei a real:

- Vamos todos beber hoje por minha conta. Não quero ver ninguém preocupado.

Mandei o garçom trazer uma garrafa de champanhe e umas bebidas. Sem brincadeira. Começamos a beber e assim que me dei conta, estava de cara com um ex-BBB, o Marcelo Ursinho Bicha e tal do Eduardo, da Casa dos Artistas, que aliás é um gato. Enfim. Estava lá com o Daniel Hikaru, o Wally e o Renan, que eu costumava dar uns catas firmeza. Costumava. Não rola mais porque mudamos de rumo após as férias e faltava sexo na nossa relação à base de drogas sintéticas. Loucura. São os dramas de ter uma prega zero km. Ficamos amigos, o que é melhor, já que acho ele a pessoa mais foda do mundo todo. Suspira.

Daniel começou a dar mole para o tal do Eduardo da Casa dos Artistas, mas não tava com coragem de falar com ele. Ai, gente, vocês me conhecem? No primeiro momento que o cara se virou pra mim, lancei: "Garoto, tipos... você não fazia parte daquele programa do SBT, Casa dos Artistas?". O tom? Venenoso, claro.

- Nossa, pré-histórico isso, ein?
- Uma vez marcado, meu bem, sempre na mira.

Climão.

Mas começamos a conversar, o apresentei pro Daniel e eles trocaram contato. E a noite continuou. Estava parado e quem eu vejo na minha frente? Marcelo Ursinho Bicha. Gente, que loucura. Todos sabem que eu adoro BBB. Não gostava dele no programa. Tinha que implicar. Abri a boca:

- Vem cá, você não é amigo da Lissa Diniz?
- Não, não sou não.
- Ah, é sim. Lissa Diniz, sobrinha da Tizuka Yamazaki.
- Sou. Quer dizer, conheço. Mas... é daí que você me conhece?

Galera, me segura. O que Marcelo Ursinho Bicha quis dizer com isso? Que ele é tipos... alguém na cena? Alguém... importante? Confuso.
Porque, tipassim, se Marcelo Ursinho Bicha que foi eliminado muito antes da final é alguém importante, Mara, vencedora do BBB6 é a rainha das influencias e Rafinha, campeão da edição dele é o marajá das nights undergrounds. Isso procede? Sentiram o mundo acabar?

Respondi:

- Uhum. É daí sim que te conheço, eu acho que te vi no álbum dela.

Afinal, Lissa é da família que é. Nesse mundo de ser hot or not, sangue tem peso de Euro, queridos. Enfim. Climão total no recinto, Marcelo Ursinho Bicha fechou a cara, pediu licença e saiu da roda. Passei por inconveniente. Mas oi, eu em algum momento disse que era uma pessoa sensata e conveniente? Me deixem em paz. Pelo menos o Renan deu umas risadas. Os outros não. E claro que Marcelo pegou Daniel Hikaru e o levou ao banheiro, não entendi para quê (hehe) e nesse fim de semana eles foram juntos para um samba na cidade de Niterói [/interpretem o texto]. Juro. Eu só estou esperando ele voltar do fim de semana louco que teve para me contar os babados.

E como a festa foi um sucesso de publico imbatível, graças a super fama relâmpago que Isabel adquiriu em uma semana de participação no programa No Limite - que marca a pior audiência da Globo no momento -, ela acabou as duas da manhã, estando prevista para acabar as cinco. Motivo? Todos foram embora assim que chegaram. Situação um pouco chata.

Acabei a noite com uma galera no calçadão de Copacabana, conversando com duas travestis que fazem programa ali na área, Danielle e Amanda. Muito gente fina as duas.

Eu me divirto. And you?

late que eu to passando

Minha mãe cismou que Peter, nosso poodle, é viado e anda vendo no bichinho um rebolar que diz ela ser inconfundível: "é gay o cachorro". Desde então, a vida do animal tem se tornado um inferno. Além da minha mãe só chama-lo de Boiolinha pra lá e pra cá, agora ela tá colocando lacinho e vestidinho no pobre animal. Desesperador.

Você olha para o focinho dele e não restam duvidas: ele está constrangido. Tem evitado até circular pela casa, passando os dias deitadinho na caminha dele.

Então, eu olho para mim e penso: minha mãe há de ter alguma culpa no meu resultado final. Porque YES, eu sempre tive um rebolar inconfundível.

Allo le mondo!

Louks

3.9.09
Gente, que noite LOUCA a de hoje. Imagina alguém que começa a noite pagando champanhe para os amigos e termina a noite batendo papo com Danielle e Amanda, duas travas da orla de Copacabana e aprendendo os macetes de roubo das travestis? Sério. De boa... sensacional.

Mais tarde eu volto e conto tudo em detalhes. Mais tarde... bem mais tarde. Vou pra faculdade agora, voltar, dormir, acordar e aí sim, postar.

Até lá!