é, segura essa.

12.2.09
Saímos pra jantar eu, Lisa, Pierre, Ana e Caio, faz dois dias. Pierre é irmão do marido da prima e melhor amiga da minha mãe. Ou seja, colocar familiares numa mesa de amigos é um erro, e todos sabiam, menos eu. Enfim. Não é que Ana abriu a boca e soltou:

- Você tinha de ver Pablo na rave de sábado. Muito louco. Assim que bateu a onda ele olhou pra mim e disse "caralho, bateu agora". E começou a passar a mão pelo corpo... blablabla.

Na minha cabeça a frase bateu assim:

- Você tinha de ver Pablo na rave de sábado. Muito louco. Muito louco. Muito louco. Muito louco. Muito louco. Muito louco. Muito louco. Muito louco. Muito louco. Muito louco. Muito louco. Assim que bateu a onda Assim que bateu a onda Assim que bateu a onda Assim que bateu a onda Assim que bateu a onda Assim que bateu a onda Assim que bateu a onda Assim que bateu a onda Assim que bateu a onda.

Fato.

Mas gente, eu posso explicar. É que assim... eu andei tomando um produto ilícito muito famoso de raves. Só que era pra ter tomado só um. Porem, meu nome é Pablo José e eu não consegui ficar sem o efeito da coisa depois que a onda passou. Isso quer dizer que: eu acabei comprando outro desse produto ilicito e tomei inteiro. E se tratando de mim... claro que misturei com vodka, com cerveja... ih, o erro. Não deu outra, as oito da manhã o resultado foi simples: hipertermia, sintomas pré-choque termico, principio de overdose. Eram oito da manhã, eu estava quase morrendo e a rave tinha previsão de acabar as onze. É, segura essa.

E tudo isso aconteceu em Santo Aleixo, lugar que fica longe de qualquer tipo de civilização. Não tinha hospital, transporte publico, e nem como me deslocar de lá sem ser pelo ônibus da excursão da rave. Ou seja; eu ia morrer. Fui no posto medico da festa e o cara disse: "isso é onda. senta e bebe agua que vai passar". Oi? Se aquilo era onda, eu não sei mais o que não é.
Fiquei sendo socorrido por amigos. Amigos que também estavam drogados. Métodos seguros de ser socorrido versão 2009.
As onze a festa acabou e lá estava eu, muito mal, afundado na lama (ps: a festa foi numa fazenda. Choveu, logo, era lama pra todo lado. Perfeito!), indo rumo ao ônibus da excursão, ligando pro meu pai me levar ao medico quando em casa chegasse.
1) O ônibus da excursão não tinha chego 2) meu pai cagou para a informação da minha quase morte 3) cadê o ônibus da excursão?

Lá estavamos nós de onze da manhã até as duas da tarde, perdidos no calor de Santo Aleixo, vendo uma menina pobre matar mosquito com uma raquete elétrica de matar mosquitos, sozinhos, enquanto eu passava muito mal. O ônibus surgiu, de fato, às duas da tarde. Eu entrei nele dando aleluia, e cantando o hino da Igreja metodista. O cara da excursão explicou que o ônibus tinha quebrado no meio do caminho indo nos buscar. "Mas pelo menos chegou, pensei". Andamos quinze minutos na estrada, eu estava rezando pra vivo em casa chegar e... o ônibus quebrou de novo. Sério. Na minha vida é assim: quando não há uma maneira de ficar pior... era mentira, tinha sim uma maneira de ficar pior. Dessa vez, estávamos dentro do veículo. Ou seja, mil vezes pior. Um calor de 42graus, nada de ar condicionado, tendo uma hipertermia e sem agua pra beber. Chamaram outro onibus que chegaria em 40 minutos pra nos salvar, disseram lá.

Vocês juram, né?

Claro que esse tal onibus só apareceu em uma hora e quarenta minutos. Trocamos de onibus. Lá estava eu revoltado, já pensando em chegar em casa e ao invés de ir ao hospital, seguir direto pra policia fazer uma denuncia contra aquela excursão. Eu ein. O onibus andou 20 minutos e... foi parado por uma blitz. Foi aí que eu desisti da vida, me afundei no banco do onibus e comecei a desejar ter um choque termico. Cheguei em casa as seis da tarde. Quando cheguei já estava até melhor. Nada como ficar uma hora e quarenta preso num onibus-sauna para acabar com uma hipertermia e um principio de choque termico e ser parado por uma blitz, pra iniciar um ano já maravilhoso com chave de ouro.

Cara, como vocês podem ver... a rave foi muuuuuuuito demais. Na proxima vocês tem que vir comigo. Só historia legal pra contar.

goodbye time

10.2.09
Estou aqui chorando mais do que a Maria Do Bairro quando foi pra prisão só porque amanhã é o dia em que Lisa vai embora. Ok, eu sei que eu só fiz reclamar dela nos últimos dias. Mas, também, só eu sei o quanto ela me mudou. Sabe, cara, não tem experiência igual vir alguém de tão longe e com uma diferença de idade tão gritante pra te mostrar uma vida diferente, um jeito de ser totalmente novo e te ensinar tantas coisas. A liberdade tem duas faces, e ao mesmo tempo que a liberdade dela assustou a todos, inclusive a mim por um tempo, também me ensinou muita coisa.

Aí eu paro pra olhar as fotos que ficaram e vejo festas, lugares incriveis, pessoas divertidas e lembranças de um verão que nunca vai voltar. É aquilo, sabe? Posso ter melhores, mas mesmo melhores, não serão esse verão de muitas fitas eroticas, drogas, bebidas, gente nova, baladas e brigas engraçadas. É, gente. E o pior é saber que apartir do momento que ela cruzar essa porta aqui de casa, ela pode nunca mais aparecer. É o poder da distancia.

Foram muitos planos, muitas risadas, muitas lagrimas e momentos super high. E se houveram planos... tudo foi sincero.

Goodbye, goodfriend.

pequeno coração imenso

4.2.09
Eu estava sem computador esses dias. Agora estou com esse notebook pra tentar, pelo menos, me atualizar do que acontece no mundo = ou seja, ler fofoca. Só que notebook é uma merda. As teclas sao de alguma maneira bizarra todas menores que meus dedos. Então é aquilo: toda vez que tento escrever arroz eu escrevo artroz. Cu.

Fora isso, nada de demais tem acontecido. Só fiz umas sextapes com a americana, filmei, participei, to pra caí na internet... enfim, o basicão mesmo que sempre acontece com pessoas bem estruturadas e maduras. E claro, tenho chorado por causa de um menino aí que eu juro que amo. Mas não é chorar tipos "own" é chorar tipos "buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa" gritando e tacando objetos na parede, dizendo que quero me enforcar num cipó de arvore amazonense. Romantico.

Eu vou acabar postando menos sobre mim esses dias. Mas tipassim, eu vou postar muito textinho e poema, eu acho. É que eu quero salvar meus textos no outro pc quando ele voltar, e eu não to afim de ficar deixando-os expostos no notebook do meu pai.

É, gente... voltei.