RBD again

29.11.08
Ontem eu fui lá ver o show do RBD (com a Erica e o Leo Torres), e claro, sem pagar. Pagar por RBD é coisa de gente que não preza o próprio dinheiro. Cheguei lá, e apesar de ter curtido muito escutar as musicas mais antigas, fiquei chocado ao ver que o tempo passa e o RBD continua a mesma banda sem novidades. Tudo sempre igual, uma formula batida que já esgotou.

Graças a Deus (e ao Oso, e ao Ricardo) tivemos a oportunidade de reencontrar os meninos - embora não tenhamos tirado fotos - de estar ali na presença deles, compartir coisas e de fazer o que realmente queria: dizer adeus.

Tive momentos muito tensos como fãs me perseguindo de taxi, e gente sem noção que não entende NUNCA que menos é mais. Tive SIM de falar na cara de muita gente que não se juntaria a mim, tive sim de dizer não pra muita gente, de ignorar muita gente, mas é que tudo tem limites. E os fãs do RBD por serem ridículos passam de vários. Mas as coisas caem nas mãos das pessoas certas.

O que é Any despistando os fãs e indo pra balada? O que é Poncho marcando festinhas VIPS? E o que é Dulce zoando a galera depois do show? Desculpa aí, mas seguir o trio não faz de vocês parte dele. Beijos, RBD-maniacs.

Leia o post do Leo sobre clicando aqui

NOT

25.11.08
Eu passei um bom tempo chorando quase todo dia, cada dia por um motivo idiota. Aí eu resolvi pular fora. e embora eu siga querendo, eu estou com vontade de chorar só em pensar que eu possa conseguir o que tanto queria. Vai me fazer mal pra caralho.

Esse post é um post aprovado por Amy Winehouse. Ring the alarm!

Buenos Aires 100 Km

17.11.08
Buenos Aires 100 Km poderia significar qualquer coisa. Mas nada seria tão terno e meigo como o filme que leva tal título. Um filme que foi lançado no Brasil há um tempo, sem divulgação, nomes de peso, ou mesmo, boa distribuição, é um filme digno dos prêmios que colheu por aí, como o de melhor roteiro original no festival de Havana.

A historia traz cinco amigos que estão nascendo para a puberdade, vivendo num povoado que fica exatamente à 100 km de Buenos Aires, onde nada de novo acontece, e nada de interessante os arrebata. Eles são crianças puras, vivendo como crianças (longe da internet, contato direto com brincadeiras perdidas ao longo dos anos) - como ha muito não se vê. Entretanto, suas vidas conseguem ser tão ou mais amargas que a vida de crianças que estão expostas a violência da cidade grande. Eles, sempre cercados do marasmo, estão a beira de colapsos familiares, intelectuais, e com os egos feridos por serem parte central das historias de seus próprios medos. Até que todos se rebelam contra seus sofrimentos, e um deles se entrega a literatura como válvula de escape.

O filme é levado por uma seqüencia de tomadas construídas em Fade out silencioso, deixando-nos tão aflitos, e com a sensação de estarmos tão agoniados pela falta do que fazer, como seus protagonistas. Os cinco jovens que encabeçam o elenco tem uma veracidade na forma de atuar que me arrebataram de tal forma que acabei comprando todas as historias que se entrelaçam durante o longa. Como por exemplo na seqüencia final, em um jogo de futebol, onde de maneira inédita eu torci por um gol. Historias comoventes, recheadas de momentos fofos que, ah vá, te lembrarão em algum momento a inocência que um dia tiraram de todos nós.

- Escreva cartas para mim, Lorena.
- Quando alguém se vai, simplismente vai. Sem volta.

Volver

Hoje eu assisti "Volver", de Pedro Almodóvar, filme que é estrelado por Penélope Cruz. Embora tenha de assumir que ela é, de fato, uma grande atriz, a interpretação dela acaba não ofuscando aos demais, um elenco tão concentrado de talentos. E é com esse elenco tão acertado que todo o delírio logico de Almodóvar se torna real para nós, fazendo com que ele se supere uma vez mais.

Raimunda é uma mulher trabalhadora, seca por dentro, que busca meios de salvar sua filha, após ela ter matado o pai por querer a abusar sexualmente. Ela vive entre os conflitos do silencio, e as catástrofes do passado que voltam a ronda-la, invariavelmente, todos os dias.

O clima do filme é intimista e em menos de 20 minutos de DVD eu já me sentia parte da família central da trama, torcendo e sofrendo cada perda e vitoria. Eu fiquei encantado com a quantidade de metáforas encantadoras que o filme traz. A mulher que diante do desespero congela o marido, na pretensão de congelar toda a situação até que ela fosse resolvida. A mãe que é dita morta, embora viva, que deixou de viver para viver, se tornando um fantasma: o fantasma do passado da vida de todos que a cercaram. A menina que se satisfaz ao ver o pai enterrado, finalmente longe dela. A mulher diagnosticada de câncer, que na verdade já estava morta antes mesmo de pretender se deixar morrer.

Enfim. Vale a pena. Esta aí um bom filme.

my hizzle

16.11.08
Olha, eu não entendo qual é a noção de decoração da minha mãe. Onde ela encontra um espaço vazio nessa casa ela taca uma samambaia, gente. Sério. Acabei de esbarrar em uma que eu nunca tinha visto antes.
Tenho em minha cabeça que quando você pensa em decorar você usa quadros, moveis, detalhes fofos, tapetes... ou qualquer coisa que combine com o resto da casa. Mas isso só na minha cabeça. Na da minha mãe tudo combina com samambaia ou mato. Porque ela chama aqueles trecos de "plantinhas". Mas de onde eu venho aquilo se chama mato e ninguém tira isso da minha cabeça não. Nunca vi plantinha de oito metros.
Nada sei, mas certeza é que um dia eu vou acordar e vou notar que estou numa simulação perfeita de um trecho da floresta amazônica. Vou me pendurando de samambaia em samambaia até chegar a cozinha.

Dá não, viu. Dá não.

quê?

6.11.08
O mundo dos doces não é mais o mesmo. Ontem abri um Danete de chocolate branco para comer, antes de dormir, e vocês não tem idéia do que tava escrito na embalagem do meu Danete de chocolate branco. Tava algo meique assim: “Este produto pode contar castanhas, nozes e corantes”. Como assim pode conter castanhas e nozes, gente? É uma questão de sorte agora? As castanhas entram escondidas na fabrica na pontinha dos pés e se jogam em algumas embalagens e em outras não? Se você é alérgico você pode ter uma crise alérgica ou não? tudo vai depender do seu destino? Quantas questões.

Mal posso esperar pelo dia que irei comprar um chocolate e lerei na embalagem “Este produto pode conter cacau, ou não”. Vai ser o ápice da moralidade. Pior que isso só se um dia eu for às bancas e ao comprar uma revista G Magazine acabar lendo “Estes homens podem conter um pinto, ou não”.

Vamos dar as mãos.