Hoje será ontem amanhã

27.5.08
Fui ao medico. Levando em conta que, da ultima vez que pisei no medico ele disse que eu poderia morrer, eu nem me inquietei. Derrota. Aí cheguei lá, sentei esperando, esperei meia hora, até ficar puto e perguntar qualéra da palhaçada. Eu pago, eu marco, eu quero ser atendido. Mas gente, o medico nem lá estava pra eu reclamar. Então, quer dizer que quando ele chegasse ele ia atender o paciente de duas horas da tarde, sendo que eu marquei as quatro e meia, e já eram cinco e quarenta? Bate relógio. nada de medico. Aí quando eu fico impaciente o que eu faço? Implico com as coisas. Coisas pode ser gente, também. Tudo depende do seu instinto animalesco. Comecei a implicar com uma gordinha. Fiquei dando umas olhadas cômicas, olhava, ria, e cochichava. Isso mata um gordo, né. Eu sei, já fui obeso. Em um momento da espera, a mãe dela lançou "você vai sair daqui hoje leve, linda e loira", e gente, eu não me contive. Tive de rir. Mas rir muito. Prq pra ela sair dali linda e leve, ela teria que dar um jeito de tipos... perder trezentos mil quilos a cada meia hora. Anormal. e de tanto rir, eu acabei deixando escapar, um pouco alto "leve, linda e loira? só loira, né! kakakaka". climão. Até a secretaria me encarou. Aliás, eu cansei de secretaria achando que é medica, ein? cansei.

O medico chegou, gordinha foi atendida primeiro. Oi, o lance não era beneficiar gestantes e idosos? Não lembro de ver nada sobre gordas na instituição. Passou. Aí na minha vez de ser atendido, o medico me disse que ela tinha reclamado de mim. Ah, vai. Imaturidade obesa like, não, né. "Doutor, o pretinho na sala de espera falou que eu sou pesada e baranga!". ui.

Aí a consulta correu normal. Aproveitei pra perguntar o que ele, o medico, acha de eu fazer uma lipo na maçã do rosto, pra ressaltar os ossos, e ficar uma coisa meique Gisele-Bundchen-fez-beicinho. Eu sou anormal. Ele disse que não, que isso ia me deixar com aparência de mais velho, e quando mais velho fosse, mais velho do que mais velho, eu ia ficar. Mas eu não ligo em ser velho, eu só quero ser mais magro, né. Anormal. Com isso ele quis dizer que, eu ia envelhecer numas de: pai nosso que estás no ceu, venha a vos a vosso reino... picalandia. Anormal. anormal. anormal.

Aliás, por falar em ser anormal: ontem eu vi uns vídeos do cantor mexicano Diego Gonzales, e cismei que ele é meu novo sonho de consumo. O que me leva a crer que eu estou muito desesperado pra pegar qualquer coisa. Até um ano atrás, era o Brad Pitt, aí eu resolvi pegar algo mais acessivel, e fui atras de um cara que vive aqui por perto. Ele deu mole pra vocês? Nem pra mim. Aí vi que isso de gente acessivel não tava dando em nada, e corri pra Zac Efron, de High School Musical. Anormal. Anormal. Anormal. E agora ao que parece, é Diego Gonzales. Ou alguém passa a me patrocinar o meu Gadernal, ou a coisa tende a piorar, ein? To avisando. Aliás, Gadernal me lembra a epoca que eu usava as fotos de um americano na internet, e tomava três antidepressivos por dia. Ai, que saudades gostosa.

O que pode vir a ser consolador é que hoje será ontém amanhã. sabe, né.

A flexão da reflexão

26.5.08
Eu parei pra refletir e vi que, eu tenho o estranho dom de fazer com que as pessoas se abram para mim. Mas não é a minha carinha jovem e negra que remete confiança, e sim, o fato de eu me abrir primeiro. Eu vou lá, falo tudo que eu acho que devo falar, e por mais que, tenha sido a maior merda do mundo, a pessoa vem e confia em mim de volta. arrasei.

Lembro que, nessas de ser muito aberto, eu fiz até minha avó paterna se abrir pra mim, uma vez. Ela me confidenciou que, logo após a morte do meu avó, ela andou dando horrores para o padeiro. Acho que ele tinha uma padaria bem na esquina da casa que costumava morar com meu pai, e meu tio, ou alguma coisa tosca assim. chorei, né. E eu por mais que me ache confiável - eu me acho, e isso não quer dizer que a maioria das pessoas que me conhecem também ache. siliga - eu acabei dando um jeitinho de contar pra todo mundo. Sabe aquelas pessoas que depois de meio copo de vinho fingem que tão... altinhas? Sou eu. Não que eu grite minha avó é uma vadia, dava horrores pro padeiro da esquina. Não. Eu grito: "- Ih, vó, bebi. me segura pra não contar o seu segredo.", numa mesa da ceia de natal. O resto eu deixo para o destino fazer. hihi. espasmo.

E eu admito: não carrego culpa nenhuma. Não mesmo. Ao contrario da minha avó, claro, que se culpou anos de ter aberto a boca, e ter confiado um segredo de família prum neto de dezessete anos. Mas desde quando jogar no ar um assunto particular que, minha avó poderia resolver revelar, ou não, é crime? Mazae, parece que minha avó entrou numa tristeza emo profunda, ficou com câncer, e morreu magoada. Tá, menos. Que ela morreu de câncer eu confirmo, mas nada sobre tristeza profunda, magoas drogas, sexo, and rock n roll e sentimentos de culpa, posso confirmar. Recado para minha avó, esteja onde estiver: Pra cada um o seu final, velha imatura.

Lembram que ontem eu tava pensando em me dar uma chance na vida, mostrar a que Pabby veio ao mundo, sobre talento, e blablé? Então, hoje eu não fiz nada pra isso acontecer, de novo. Além de comer batata, e levar minha poodle pra passear. O que tipos oi, não deixa de ser um talento meu? Taí o poder da minha força interior. Parabens, mãe, pela maravilhosa criação vegetal que você me deu.

bate palmas.

Eu sou desocupado, eu sei.

25.5.08
Olha, eu não tinha nada pra fazer, e comecei a pensar. E meu, vocês bem sabem que quando eu começo a pensar demais, nada de bom pode vir a acontecer. E ó. Nada de bom aconteceu. Fiz um novo blog. Não para falar da vida dos outros, mas para poder falar de mim em tempo integral. E não adianta vir gritar que eu sou egocêntrico o suficiente para dividir as duas coisas no outro blog, e uma pessoa totalmente compulsiva por registrar blogs, porque isso todos sabem que eu sou, além de ser outras coisas, que nem todo mundo sabe.

Hoje, enquanto eu escrevia um poema - gente, eu escrevo poemos. eu sou viadinho. - eu comecei a pensar no quanto eu me dedico a fazer coisas que jamais irão pra frente. Eu venho me dedicando a cantar, embora ninguém saiba. E o fato de ninguém saber é o que mais me abala. chorei. É que se fosse bom, quem sabe já teria passado adiante, e se fosse muito ruim, a mesma coisa. Mas não, é uma coisa tão sem graça que, todos preferem manter guardado, e deixar pra lá. Me deixaram pra lá, gente. E claro, né. Acho que eu não saber cantar ajudou um pouco, também. Aí eu lembrei que eu que escrevo as musicas, e que eu gosto de escrever. a-ha-ha. Por que eu nunca me dediquei a isso, e fui tentar fazer dar certo? Por que a única musica boa que eu fiz, eu deixei pra lá, e quando gravaram eu não pedi o dinheiro que era meu por direito?

Talvez eu goste de estar assim - sofrido, amargurado - doente para sempre fazer parecer que, estou tentando deixar de ser aquele pré-adolescente que, ainda não sabia se masturbar e era isolado pelos meninos do grupo. Porque talvez sendo assim, eu sempre possa me enganar e dizer que eu sou o mocinho da historia, ou mesmo, fingir que estou querendo mudar, e tentando muito. Talvez eu não queira ser eu. é, eu não quero ser eu. Eu já tentei ser Xuxa, Chiquitita, Britney Spears, Brandon Flowers, Marina Mignone, Freud... enquanto eu poderia ter pego minha caneta e ter me feito alguém melhor, só fazendo o que eu gosto.

é. é isso. eu resolvi que quero o mundo todo só pra mim.
quero sair desse poço.